• Aluno com dor, o que fazer?

    Aluno com dor, o que fazer?

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    Quando vemos fotos ou vídeos de pilates, podemos nos equivocar em achar que todos que o praticam tem corpos magros, flexíveis, fortes e delineados, mas não é esta a realidade da maioria dos Studios.

    Isso se dá ao fato de que o Pilates vem ganhando a cada dia mais adeptos dos mais variados públicos, sejam atletas buscando melhora na performance, idosos almejando melhora  nas atividades de vida diária, gestantes, portadores de patologias articulares ou da coluna, entre outros; porém, o que todos os públicos possuem, independentemente dos objetivos, idades e biotipos são: algum tipo de dor e variadas alterações posturais.

    Esta variedade de adeptos ao método contribuiu para que continuamente adaptássemos os exercícios originais às reais necessidades dos alunos, bem como à sua capacidade de executá-los de forma segura, eficiente e principalmente,  garantindo que ele esteja praticando Pilates e não apenas exercícios físicos utilizando aparelhos e acessórios de Pilates.

    Sendo assim, é imperativo que tenhamos em mente que o principal e mais importante objetivo do seu aluno será, em primeiro lugar, a melhora das suas dores e secundariamente outros objetivos já que a dor é um fator limitante tanto físico como emocional e acabará afetando diretamente a qualidade da aula.

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    Dito tudo isso, o que fazer?

    Se você é o aluno ou pretende ser, primeiro você deve procurar alguns Studios de Pilates, agendar e fazer várias aulas experimentais, afinal existem vários tipos de Pilates e você deve encontrar qual se adequa melhor ao seu estilo, mas principalmente terá a capacidade de avaliar como abordam e ensinam o método, quais são as qualificações dos instrutores e se elas são aplicadas durante a aula. Compilando todas essas informações, você terá condições de escolher com propriedade e segurança o Studio ideal.

    Agora, se você é um instrutor de Pilates, seja educador físico ou fisioterapeuta, ter apenas o Curso de Formação em Pilates Studio (aparelhos) ou MAT Pilates (solo), não é suficiente para conseguir trazer uma aula de qualidade aos alunos, pois há necessidade de identificarmos a origem da dor e para isso devemos ser capazes de fazermos:

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    1. Uma boa avaliação postural, que poderá detectar os desequilíbrios musculares responsáveis pela postura viciosa que estarão contribuindo para a dor;
    2. Realizar testes específicos nas articulações que apresentem dor, direcionando os exercícios que restabelecerão as funções acometidas;
    3. Identificar e testar as patologias da coluna vertebral, bem como seus dermátomos e miótomos, que indicarão qual estágio a patologia se apresenta e a extensão do seu acometimento;
    4. Colher todas as informações e todos os exames complementares que o aluno puder trazer, reunindo condições de traçar a melhor conduta em aula;
    5. Encaminhá-lo a um especialista, baseado na hipótese diagnóstica evidenciada nos testes realizados.

    Como vemos, dar uma aula de Pilates Personalizada na necessidade específica de cada aluno não é uma tarefa fácil, principalmente quando acompanhada de dor. Assim,  é necessário explicar ao aluno que na maioria das vezes, o repouso não ajuda no controle da dor, muito pelo contrário, quanto mais mobilidade, flexibilidade e força oferecermos através de exercícios inteligentes e direcionados, mais condições de atuarmos diretamente na causa  teremos e consequentemente conseguiremos atenuar e até eliminar o processo de dor, melhorando sua qualidade de vida.

    por Vanessa Moraes – Docente dos Cursos de Formação e Especialização em Pilates – Império Pilates – Ago/2018

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